sábado, 18 de agosto de 2007

Não foi só música...!

Olha que nem mijei tanto antes do show, foram uma ou duas vezes. Curiosamente, ou melhor, surpreendentemente, a tranqüilidade estava ao meu lado. Foi uma terça-feira meio termo, ora abafada, ora congelante, mas bastante confortável. Nosso dia escolar acabou ás 16h20, liberados, fomos ao estúdio pegar os equipamentos e levar ao auditório. Mal acreditava no que estava acontecendo... Estávamos fazendo força, desta vez não para ajudar quem iria tocar, mas sim para nós mesmos executarmos o que tinhamos ensaiado incansavelmente nos dias anteriores.

A passagem de som foi uma merda. Naquele momento juro que pensei no pior, se continuasse daquele jeito no show, iria seguir a frase do post abaixo, ia danar-se tudo. Tivemos um tempo apenas para montar os equipamentos, equalizá-los, cantarmos o repertório (sem microfone) e sairmos, afinal as outras bandas também iam ensaiar. Antes de sairmos, o Jimmy (Guitarrista, Tecladista e Segunda voz) me comunica que não poderá cantar, afinal sua garganta estava morta. Mais uma vez pensei na frase de Stewart Copeland, o ensaio geral tinha sido ruim, perdeu-se o backin vocal, só faltava eu ser atropelado no caminho de casa...

Cheguei em casa, não comi nada (com medo de possíveis revertérios intestinais na hora do show), dei uma cagada e fui pro banho. Tudo na correria, afinal já estava quase na hora do evento, e eu moro muito longe do colégio. Vesti-me, ou melhor, fantasiei-me de roqueiro, a caráter, com All Star inclusive, levando no peito a imagem dos três maiores influenciadores do meio musical em minha vida. Estava acompanhado de Barry, Robin e Maurice, nada podia dar errado.


Banda apreensiva antes do início do show, detalhe para o chapéu charmoso do nosso baixista Tiago Cunha

Assistimos os shows, fomos para a coxia e em seguida nos alojamos no palco. Logo na abertura das cortinas, o primeiro erro, cai um pedestal que acabou sendo arrastado pela cortina. Como o show não podia parar, me virei e comecei a cantar, senti a galera junto, a sinfonia, a alegria, e soltei a voz. No início meio acanhada, que se liberou logo em seguida nos refrões. Tocamos “Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones” dos Incríveis na abertura.


Apresentação dos integrantes

Em seguida, o momento auge (pelo menos o mais elogiado nos dias seguintes) – “How Deep Is Your Love” dos Bee Gees, a capela. Foi o momento que eu mais tremi. Afinal essa música teria acompanhamento vocal, se este estivesse com sua garganta em dia. Quando se está em cima do palco não se tem uma percepção de como você está se saindo, você não consegue ouvir sua voz, você mede seu tom por ouvido, e só saberá se está bom ou ruim pela reação da platéia, estavam todos pasmos, via algumas tias chorando... Fechei os olhos e me concentrei. Acreditem, apesar de eu ter andado e feito toda a atuação como mandava o figurino, cantei o tempo inteiro de olhos fechados, não sei se adiantou alguma coisa, mas a tremedeira de início parou.


"How Deep Is Your Love"

Veio “Hey Jude” dos garotos de Liverpool, essa tive que ler, não consegui decorar a quarta parte da música. Tudo saiu certo, como queríamos, inclusive com a platéia nos acompanhando como fazem com Paul McCartney, nas palmas e no “na na na na...”, realmente excelente! Nesta canção o pedestal também caiu, alias, o mesmo que havia ido ao chão antes, mas agora já não era mais necessário juntar, mesmo tendo ficado tudo espalhado pelo palco, estamos no “na na na na...” o ponto auge dos nossos ensaios, onde fazíamos várias piadinhas e frescuras, felizmente deu tudo certo.


"Hey Jude"

Só tenho a agradecer a todos que compareceram, aplaudiram, gritaram, gesticularem, e se emocionaram! A banda Delta-T conseguiu transmitir sua mensagem! Era justamente o que queríamos, passar uma impressão boa na primeira apresentação, conseguimos, graças a todos, banda, assistentes, aos nossos professores que nos auxiliaram (Thiago Reis e Ivan Rocha) e ao público!


Link e Cunha


Jimmy



Ricardo Guns


No final até pediram mais uma... Mas tu sabe né... Banda de primeira viagem é foda... Não tínhamos mais uma hehehe...

Não foi só música... Foi mais do que isso. Ficará marcado para sempre, mesmo que essa história não dure, jamais esquecerei todos os elogios que me fizeram nestes últimos dias. Valeu pessoal!

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Dane-se, é só música!

Acabo de abrir a seção “Músicas > Letras” do Terra, a fim de pesquisar algumas traduções de canções, algo costumeiro, faço todos os dias praticamente, nem classifico mais como um hobbie, admito que já é um vicio... Alias, as pessoas deveriam saber o que elas estão cantando e/ou ouvindo em Inglês, não pelo lado poético, mas sim pelo interpretativo, músicas “en english” exigem uma interpretação maior de nossa parte, afinal as traduções quase sempre não apresentam sentido algum... Pois bem, vejo o quadro de notícias e entro na página do “The Police” assim despretensiosamente, como quem não quer nada, para ver como andam as informações sobre a tour do grupo pelo Brasil (tour que não passará por Porto Alegre e terá duas apresentações em SP... filhas da p***!)...

Vou até as notícias antigas, elas me atraem, gosto de ler sobre o passado antes de começar a ler sobre o presente, e mais ainda, ler sobre o futuro de uma banda. Essa volta do Police assim de uma hora para outra surpreendeu o mundo da música, para os leigos que não fazem noção do que eu estou falando, pelo amor de Deus, escondam-se! Não conhecer um hit do Police é como não saber andar de bicicleta, algo vergonhoso...

Continuando... A manchete da notícia dizia: “Baterista do The Police faz duras críticas sobre a volta da banda”, bah, logo me veio a cabeça os problemas antigos de Sting com Copeland, mas não, era apenas o baterista criticando um dos os primeiros shows depois da volta da banda, em que os companheiros erraram muitas notas em alguns clássicos em uma apresentação em Vancouver. Mas a explicação de Stewart para aquilo que estava acontecendo foi simplesmente sensacional:

"Quando nos encontramos no backstage pela primeira vez depois do show e antes do bis, nos abraçamos rindo histericamente. O curioso é que estamos nos divertindo. Dane-se, é apenas música", declarou o músico.


Stewart Copeland

Sério que declaração mágica! Tudo bem que os caras já são podre de ricos, não precisam de maneira alguma (por nece$$idade) voltar a ativa, mas quiseram, simplesmente pelo amor a uma das maiores maravilhas da vida, a música! Não sei o que seria do mundo sem belas canções, belas harmonias, belas tonalidades, belas composições...! Eu sou um cara muito eclético, curto os mais variados estilos e artistas, ah! Enganam-se aqueles que pensam que apenas Bee Gees chegam até meus ouvidos xD

Essa frase de Copeland a partir de agora ficará marcada para sempre na minha vida. Alias... A música vem fazendo parte da minha vida mais do que o comum nos últimos dias... Eu e uma turma de amigos (a saber: Tiago Jimmy, Tiago Cunha, Matheus Link e Ricardo Guns) decidimos formar uma banda, batizada de “Delta-T” (símbolo físico para variação de tempo ou temperatura xD) para tocarmos aí canções, mais voltadas ao Rock N’Rool, por ora calmo, por ora metálico, por ora acústico, por ora punk, por isso essa idéia de variação de temperatura, vários estilos em uma banda, e variação de tempo, por tocarmos canções de várias décadas.

A moral é que temos uma apresentação na próxima terça-feira no auditório do Colégio Santa Inês, em uma homenagem ao dia dos pais, na playlist: “Era um Garoto que Como Eu amava os Beatles os Rolling Stones...” na versão do Engenheiros, “Hey Jude” dos Beatles e “How Deep Is Your Love” dos Bee Gees. Minha maior preocupação sempre foi a falta de ensaios, ensaiamos duas vezes até o presente momento, e o pior de tudo é que tá tudo perfeito nessa merda hehehe... Sério tá tudo entrando direitinho, a minha voz (sim eu canto, muito prazer) tá ficando sincronizada e muito legal com os instrumentos... Enfim...

É tão bom que nem parece ser verdade... Estou com medo de que na hora dê algo errado... Só fiz um show na minha vida, na praia, para uma platéia de 20 pessoas (vizinhos xD)... É evidente que o nervosismo bate, talvez irá bater mais do que, por exemplo, o dia em que fui a redação da Zero Hora pela primeira vez e peguei o elevador com o Ruy Carlos Ostermann, baterá mais do que o dia em que discuti sobre a zaga gremista com o David Coimbra, talvez bata muito mais do que no dia em que eu estava subindo as escadarias da RBS e Pedro Ernesto Denardin solta um estrondoso: "BOA NOITE CIDADÃO!"... Ah mas só não irá bater mais do que no dia em que o Paulo Sant’ana sentou ao meu lado e perguntou se eu não me incomodava dele fumar... Eu cordialmente respondi que não me importava, que ficasse a vontade... Pow afinal ele é o Sant'ana (ele pode). O detalhe é que havia uma plaquinha escrito "Proíbido Fumar" do seu lado, ele tapou a placa com a mão, olhou para mim e soltou uma risadinha safada EXCELENTE! xD Sério... Jamais esquecerei desta cena... Enfim... Provavelmente mijarei umas 10 vezes antes do show, essa minha caracterista é típica, eu to nervoso, minha bexiga começa a trabalhar! Acho que bati o recôrde de mijadas e descargas nos banheiros da RBS... Bons tempos aqueles!


Show histórico em Areias Claras/SC para uma platéia de 20 pessoas \o/

Bom... Para vencer essa afronta e nervosismo conto com o apoio e presença de todos vocês... Compareçam!



E se der alguma coisa errado... ah...

“Dane-se, é só música!”

Forte abraço \o/

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Tenha mais astúcia...!



Perdi as contas de quanto tempo não atualizo o Blog... Hoje estive olhando pra ele, vendo mais de um mês sem nada a dizer, decidi abrir o Word para filosofar um pouco...

Muito antes do blog ficar desatualizado, um fato muito interessante ocorreu em minha vida, quase fui assaltado. Este me fez parar para pensar na importância de refletir antes de tomarmos algumas atitudes, executarmos alguns movimentos, enfim, pensar sobre as possíveis merdas que poderemos estar fazendo.

Faz algum tempo, foi numa sexta-feira, eu estava na Encol, uma popular praça de Porto Alegre, naquele dia, o pessoal da turma marcou um encontro debaixo de uma árvore para colocarmos a fofoca em dia e tomarmos chocolate quente, começava a fazer frio na capital. Eu cheguei um pouco antes do horário previsto, sentei no local combinado, como ninguém havia chegado, decidi vagar um pouco ao redor da praça, foi só eu me levantar que me aborda um rapaz metido a besta, dizendo estar armado, ó era o que eu temia, um assalto.

Ele até foi cordial, perguntou se eu tinha horas, não respondi. Em seguida perguntou meu nome, também não respondi. Então, ainda em um tom sereno, ele mandou eu olhar para baixo, pensei em não olhar, mas achei melhor dar uma espiada para certificar-me que estava em segurança, e estava. Com seus dedos, ele desenhou uma arma por debaixo de seu moletom, algo tão mal feito como o que eu fiz depois. Decidi me comunicar com o assaltante, primeiramente pensei em falar em Inglês, mas não seria um bom recurso, não tenho cara de americano, e vai que o pobre animal tenha algum conhecimento na área, então decidi me passar por retardado mental, e quem diria, deu certo.

Não existem palavras para descrever o que saiu da minha boca. Só sei que ele me perguntava alguma coisa, e eu respondia como um bebê, que ainda não aprendeu a falar, como posso explicar para ficar melhor... Coloque sua língua para trás e tente falar alguma coisa, foi o que fiz. Evidente que antes executei todo um teatro, minhas mãos ficavam em movimento, formando letras no ar, queria passar a impressão de que eu era mudo, e estava tentando me comunicar por linguagem de sinais. Bom, eu poderia simplesmente ter dado o que ele queria, o celular, mas eu não o tinha, o rapaz infeliz quanto sua sorte chegou atrasado, já tinham roubado o telefone semanas antes em uma festa em Ipanema.

Pela expressão facial do rapaz, que beirava os 17...18 anos, ele ficou impressionado comigo. Não sei o que deu nele, talvez pena, foi o que eu queria provocar, pensei que se ele sentisse pena, iria embora, do contrário não sei o que aconteceria. Conforme eu ia falando, em um tom mais ligeiro, o cara ia se desesperando, nem eu mesmo acreditei na tamanha façanha que estava conseguindo, até que ele pediu para eu ficar calmo, quando quem precisava de calma, era ele. Em uma fração de segundo, ele começou a ficar nervoso, e do nada se virou e foi embora, quando ele me deu as costas, respirei aliviado.

"Não contavam com minha astúcia"

Toda vez que escuto histórias de pessoas assaltadas, mortes em abordagens, seqüestros, assalto-relâmpago e todas essas atrocidades do mundo em que vivemos, paro pra pensar no que teria acontecido se eu não tivesse me passado por mangolão naquele dia. Como disse, eu não tinha o celular, e se dissesse isso a ele, provavelmente ele não acreditaria. Ao tocar em mim, evidentemente que meu primeiro movimento seria partir pra cima de sua carcaça. Sei que você deve estar pensando: “Ah ele não teria coragem”, é também penso assim, mas o fato é que certamente, se eu não tivesse feito nada, corpos iam sair rolando pelas gramas inclinadas da Encol.


Pelo menos o dia nos rendeu boas fotos =]

Enfim, tenha mais astúcia antes de fazer as coisas. Pense, o que você fizer pode mudar todo o enredo de sua história, o importante é saber sempre que não há volta, por isso deve-se tomar a decisão certa, mesmo que no momento pareça ser a menos sensata. Resumindo o que estou dizendo, deixo uma frase do Bob, que em minha opinião sintetiza tudo aquilo que estou querendo passar:

"Para você que adora se jogar no fundo do poço, é melhor ir procurando outro lugar para se atirar, saiba que um dia, o fundo não estará mais lá!"

Bob Marley

É isso pessoal. Abraços \o/

domingo, 20 de maio de 2007

Consideração sobre o amor...

Consideração sobre este sentimento lindo, apartir desta brilhante composição chamada “Message In The Bootle” (Mensagem na garrafa) de Sting, cantor pop, que ficou mundialmente famoso ao ser lançado como vocalista e baixista do grupo “The Police”, grande sucesso dos anos 80 (Autores do hit “Every Breath You Take”, que eu geralmente canto nos momentos felizes da vida, acompanhado pela percurssão do meu amigo, Cristian) \o/



Message In The Bootle
Sting


“Apenas mais um náufrago,
Em uma ilha perdida no mar,
Apenas mais um dia solitário,
Ninguém aqui além de mim,
Mais solidão do que qualquer homem poderia suportar,
Resgate-me antes que eu entre em desespero.

Vou enviar um pedido de socorro ao mundo,
Espero que alguém receba a minha...
Mensagem na garrafa.

Um ano se passou desde que eu enviei minha carta,
Eu deveria ter suspeitado desde o início,
Agora só a esperança pode me manter vivo,
O amor pode consertar sua vida,
Assim como pode partir seu coração.

Saí para caminhar esta manhã, não acreditei no que vi
Cem bilhões de garrafas chegaram a praia,
Parece que não sou o único vivendo em solidão,
Cem bilhões de náufragados,
Procurando por um lar,
Procurando por um amor.

Vou enviar um pedido de socorro ao mundo
Algum dia, talvez... Alguem o receba!”


Pois é, bilhões de pessoas procuram por “amor”, veja a sua volta, você deve conhecer uma história de um amor não correspondido, de um amor mal-resolvido, de um amor que esteje começando, de um amor que esteje acabando. Todas essas pessoas, estão a procura do amor (mesmo as que já tem, estão a procura de mais amor), o amor move as pessoas, o amor muda as pessoas, o amor nos deixa completamente bobos, inocentes, retardados e todo e qualquer adjetivo que tenha algum sinonimo com esse lindo sentimento, em minha opinião, quem não ama (uma pessoa, uma coisa, uma banda, uma metodologia, qualquer merda), não é feliz!

Sting diz: “O amor pode consertar sua vida, assim como pode partir seu coração”, isso é verdade, conheço histórias de pessoas que encontraram seus amores, lutaram (e lutam) por seus amores e tem como agradecimento o duro sabor do desprezo, por parte dos amáveis desgraçados que consequentemente também estão a procura de um amor. Quem diz que o amor é desnecessário para sua vida está mentindo para si mesmo, quem ainda não descobriu este sentimento eu até entendo, não é uma coisa praticável, que existe hora para acontecer, é uma coisa repentina, de uma hora pra outra, de bate-pronto tu estás náufragado em uma ilha, procurando por outra ilha, onde existe um náufrago que faça seu coração bater mais forte.

É tão bom quando duas ilhas se juntam, imagina que perfeito seria se várias ilhas se unissem a ponto de criarmos um país? Um continente? Um mundo? Para quem já encontrou sua ilha, juntou-se e formou um novo território, pense duas vezes antes de separar essas terras, começar a procurar um amor novamente, de ser mais uma vez um náufragado, mais vale um homem em terra firme, do que um barco navegando as cegas.

E para quem ainda não encontrou sua ilha, continue escrevendo e mandando suas mensagens nas garrafas, um dia, talvez logo, talvez em um tempo distante, não importanta quando, importa o que virá escrito, em breve receberás uma resposta...

Beijos

sábado, 12 de maio de 2007

O fim, enfim.

“A guerra chegou ao fim,
As medalhas já não estão mais em meu peito,
As adagas desfiadas já não cortam como antes,
As armas estão descarregadas,
Os cantis estão secos,
As munições acabaram,
Meus soldados já podem voltar para casa.

Fui vencido, morto, pisoteado...
Sentenciado pela mesma voz,
Que um dia soou como música para meus ouvidos,
Sepultado pelas mesmas mãos,
Que um dia beijei suavemente,
Enganado pela perfeição,
Fruto de um mero inexperiente,
Sacrificado pelo mesmo sentimento,
Que um dia me fez dependente.

Vi o fogo apagar o que sentia,
Vi a chama tornar inaudível o que ouvia,
Vi a labareda acabar com o sofrimento que me movia.

Graças aos céus (e aos infernos também),
A batalha entre estes dois mundos terminou,
Agora que minha vida chegou ao fim,
Enfim, poderei dormir em paz...”

Mauricio Trilha

* Escrito essa semana.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Chegou o Bento... E daí?


Mas que belo, acaba de chegar em terras brasileiras a santidade, Joseph Ratzinger, o popular Papa Bento XVI (16). Pois bem, sua visita tem uma justificativa nobre para a religião em nosso país, a beatificazação (ou canonização, como preferirem) do tal Frei Galvão e a abertura da tão falada Conferência do Episcopado (vai saber que merda é essa...)

São acontecimentos surpreendentes, que vão mudar a vida de muita gente (não estou falando isso em sentido de deboche, sei que os católicos fervorosos estão em festa... acontece que eu sou católico e estou cagando e andando pra tudo isso aí).

O motivo principal deste post é manifestar minha indignação e descontentamento com tal visita. Viu-se durante toda a semana passada em reportágens especiais dos telejornais brasileiros as reformas milionárias que foram feitas nos locais por onde o Papa irá passar, os milhares de reais gastos em porcelanas francesas onde o Bento irá se deliciar com as peculiaridades gastronômicas brasileiras e alemãs que vão ser-lhe oferecidas, a madeira nobre utilizada nos móveis do quarto e da cadeira onde o pontífice irá sentar-se, enfim... Para se ter uma noção do que estamos falando, o calíce de ouro onde Bento XVI irá apresentar o sangue de cristo, custou nada mais nada menos do que 4 mil reais! Aos cofres de quem? Aos cofres públicos evidentemente, afinal as prefeituras das cidades por onde o Papa está passando, estão arcando com as de$pe$a$ do papado.

Calcula-se que até agora com a visita do Papa o Brasil tenha desembolsado cerca de 20 milhões de reais. Puts cara, com 20 milhões de reais dá pra construír quantas escolas? Quantas crechês? Quantos hospitais? Tanto dinheiro gasto em tanta luxuria, perdeu-se realmente os valores bíblicos da igreja, será que o Papa se esqueceu que a única vez que Jesus Cristo entrou em um palácio foi para ser sentenciado, chicoteado e posteriormente crucificado?

Outra coisa que me irrita é que foram colocados 10 mil homens das forças armadas (leia-se exército, marinha e aeronáutica) nas ruas de São Paulo e Aparecida, para a proteção e garantia da boa passagem do homem pelo país. Pense bem, 10 mil homens nas ruas! Quando eu saio de casa para ir para a escola, para comprar pão, para andar de bicicleta... se eu vejo um ou dois policiais na rua é um milagre!

A população vive todos os dias a mercê da marginalidade e da insegurança, aí chega alguem importante (foi assim com o Bush também) o Brasil mostra o quanto pode prestar em serviços securitários a sua população! Pena que não é assim todos os dias, pena que é preciso que um presidente ou um Papa da vida chegue aqui, para o país mostrar o quanto pode ser eficiente... É foda!

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Sensacional...

Nossa, no dia em que vi isso pensei logo em dividir com os amigos. Primeiro vamos as apresentações, seu nome é Lucas Caporal, mais conhecido como "Sacul" (leia-se Lucas de trás pra frente). Ele estudou no Santa Inês, mas eu apenas o conheci quando fomos selecionados para participar do conselho do leitor da Zero Hora, vulgo "Povo do Patrola".

Bom naquela epóca ele já era o cara, muito afudê, muito engraçado! Faz muito tempo que eu não falo com ele ao vivo. Só por MSN mesmo. Ele é um cara admirável, a primeira vista ele parece ser meio doido, mas ele é muito convicto em minha opinião. Só pra ter uma idéia ele é formado em gastronomia e era vocalista de uma banda de metal chamada "Dievest" \o/

Tá vamos ao que interessa, esses dias olhando seu albúm, me deparo com uma foto sensacional, tirada nos banheiros do Bush Gardens em Tampa na Flórida-USA, abaixo:



Bom primeiro se destaca a espontaneadade da cara do rapaz. Olhando assim e lendo isso de relance pode parecer uma coisa sem graça, mas acontece que primeiramente eu li a descrição da imagem, enquanto a foto estava carregando:

"Fazendo merda na Flórida!" =D

Logo pensei: "Bom deve ser ele bebado fazendo alguma besteira"... mas ai carrega a foto e eu me deparo com o cara literalmente fazendo merda!

Sério isso animou meu dia... É isso aí! Precisamos de mais humor limpo (limpo?) e simples nas nossas vidas!

Abraços pessoal!

PS: Saudades do Sacul e da galerinha do povo ;)

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Início, meio e fim...

“Ás vezes quero dizer,
Mas não sei como falar.

Ás vezes quero te ver,
Mas não consigo enxergar.

Ás vezes quero fazer,
Mas não sei como executar.

Ás vezes quero viver,
Mas tenho medo de morrer.

Ás vezes quero te encontrar,
Mas não sei onde procurar.

Ás vezes quero tudo terminar,
Mas não sei por onde começar.

Durante toda a minha vida,
Sempre foi assim...

Querer ter você,
No inicio, meio e fim!”


Poema escrito por mim em janeiro deste ano, nas areias da praia de Areias Claras em Santa Catarina... (Tem outros escritos em dias diferentes em locais diferentes, na medida do tempo eu vou postando)... Eram umas duas da manhã eu acho, noite de lua-cheia, na linha do horizonte dava pra ver uma pequena luz, era um barco pesqueiro, daqueles típicos que se vê no litoral catarinense e esse barquinho foi minha inspiração, interpretei sua luz como algo que estava longe, e queria muito que estivesse em meu lado naquele instante. Um momento espiritual muito legal ;)

Agradeço aos elogios feitos pelos amigos acerca do Blog. Amo vocês!