A passagem de som foi uma merda. Naquele momento juro que pensei no pior, se continuasse daquele jeito no show, iria seguir a frase do post abaixo, ia danar-se tudo. Tivemos um tempo apenas para montar os equipamentos, equalizá-los, cantarmos o repertório (sem microfone) e sairmos, afinal as outras bandas também iam ensaiar. Antes de sairmos, o Jimmy (Guitarrista, Tecladista e Segunda voz) me comunica que não poderá cantar, afinal sua garganta estava morta. Mais uma vez pensei na frase de Stewart Copeland, o ensaio geral tinha sido ruim, perdeu-se o backin vocal, só faltava eu ser atropelado no caminho de casa...
Cheguei em casa, não comi nada (com medo de possíveis revertérios intestinais na hora do show), dei uma cagada e fui pro banho. Tudo na correria, afinal já estava quase na hora do evento, e eu moro muito longe do colégio. Vesti-me, ou melhor, fantasiei-me de roqueiro, a caráter, com All Star inclusive, levando no peito a imagem dos três maiores influenciadores do meio musical em minha vida. Estava acompanhado de Barry, Robin e Maurice, nada podia dar errado.
Banda apreensiva antes do início do show, detalhe para o chapéu charmoso do nosso baixista Tiago Cunha
Assistimos os shows, fomos para a coxia e em seguida nos alojamos no palco. Logo na abertura das cortinas, o primeiro erro, cai um pedestal que acabou sendo arrastado pela cortina. Como o show não podia parar, me virei e comecei a cantar, senti a galera junto, a sinfonia, a alegria, e soltei a voz. No início meio acanhada, que se liberou logo em seguida nos refrões. Tocamos “Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones” dos Incríveis na abertura.

Apresentação dos integrantes
Em seguida, o momento auge (pelo menos o mais elogiado nos dias seguintes) – “How Deep Is Your Love” dos Bee Gees, a capela. Foi o momento que eu mais tremi. Afinal essa música teria acompanhamento vocal, se este estivesse com sua garganta em dia. Quando se está em cima do palco não se tem uma percepção de como você está se saindo, você não consegue ouvir sua voz, você mede seu tom por ouvido, e só saberá se está bom ou ruim pela reação da platéia, estavam todos pasmos, via algumas tias chorando... Fechei os olhos e me concentrei. Acreditem, apesar de eu ter andado e feito toda a atuação como mandava o figurino, cantei o tempo inteiro de olhos fechados, não sei se adiantou alguma coisa, mas a tremedeira de início parou.

"How Deep Is Your Love"
Veio “Hey Jude” dos garotos de Liverpool, essa tive que ler, não consegui decorar a quarta parte da música. Tudo saiu certo, como queríamos, inclusive com a platéia nos acompanhando como fazem com Paul McCartney, nas palmas e no “na na na na...”, realmente excelente! Nesta canção o pedestal também caiu, alias, o mesmo que havia ido ao chão antes, mas agora já não era mais necessário juntar, mesmo tendo ficado tudo espalhado pelo palco, estamos no “na na na na...” o ponto auge dos nossos ensaios, onde fazíamos várias piadinhas e frescuras, felizmente deu tudo certo.

"Hey Jude"
Só tenho a agradecer a todos que compareceram, aplaudiram, gritaram, gesticularem, e se emocionaram! A banda Delta-T conseguiu transmitir sua mensagem! Era justamente o que queríamos, passar uma impressão boa na primeira apresentação, conseguimos, graças a todos, banda, assistentes, aos nossos professores que nos auxiliaram (Thiago Reis e Ivan Rocha) e ao público!

Link e Cunha

Jimmy

Ricardo Guns
No final até pediram mais uma... Mas tu sabe né... Banda de primeira viagem é foda... Não tínhamos mais uma hehehe...
Não foi só música... Foi mais do que isso. Ficará marcado para sempre, mesmo que essa história não dure, jamais esquecerei todos os elogios que me fizeram nestes últimos dias. Valeu pessoal!





